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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

TRANSPARENTE

Andamos talvez a morder as palavras

No dia a dia, desfeito tédio das noites

Em tempestades particulares já nossas

Grito nos escombros em verdes sulcos


Ramos inclinados escondidos esticados

De joelhos sozinha, parece já assustador

Banho solitário no toque suave do vento

A harmonia dorme o pensamento abatido


Deleito-me nas palavras, escritas na pele

Procurando um abrigo para a minha solidão

Desnudo-me no meu intenso sentimento

Zelando o mar repleto de muitas emoções


De um ser que vive na felicidade do amor

Andamos a morder as palavras no dia a dia

Sentimento tão transparente aos teus olhos

Tu consegues desnudar-me o corpo, a alma.

╰☆╮


Isabel Morais Ribeiro Fonseca

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