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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ROUBAM-ME

Roubam-me os sonhos de hoje

Que tento sonhar à algum tempo

Perturba-me o silêncio envolvido

Dores que ficam agarradas à pele

Apenas me lembro das tuas carícias

A afagar o meu corpo sem pudores

Folhas secas deste outono quente

Entre tantos afagos com ternura

Deleito-me em sussurros ardentes

Dou-te o que sinto, por ser amada

Na dança das letras entre palavras

Num silêncio entre dois mundos

Para respirar o perfume das rosas

Do teu corpo que amo

Das carícias embriagadas da manhã

Que me desperta para o amor, amar

Esquecer toda a dor já sentida

Amar-te com loucura

Dos sonhos que me tentam roubar hoje.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca

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