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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

HORAS MORTAS


Escrevi o teu nome na areia

Do sangue que corre em mim


Se me abandono no tempo

Se me nego ao sentimento

Se evito as palavras lidas

Se evito a sombra minha


Se escrevo nas linhas o sentir

Se tropeço no que não quero

Se pontapeio para o lado

Se caio na folhagem no outono


Se me escondo nos pingos da chuva

Apenas encontro-te dentro da minha alma

No bater forte do meu coração


Pois o sangue que corre em mim

Sai das tuas veias à procura de mim


Com a saudade de te ler

Onde guardaste tu o nó


Das horas mortas

Com que chegavas em palavras

No silêncio das pétalas soltas.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca


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