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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

CORPO DE UM POEMA

Sente o gosto, o aroma da canela

É como percorrer um poema

Onde cada sílaba, é uma sílaba

No aroma de alecrim quando te toco

Quero-te no gosto da lavanda

E mordo-te como uma manga suculenta

Desejando-te, amando o teu poema

Quando me prendes a ti em desejos

Sente o gosto perfumado dos oregãos

São como as palavras que abrem amor

É como percorrer um lindo poema

O teu corpo, percorrendo o meu com as tuas mãos

Elas são as carícias que crescem no sabor

Quando tocam o meu rosto de romãs vermelhas

Preenchem o teu corpo, que pulsa em mim

Sente o aroma da fruta fresca do pomar

São os versos feitos que tocam a nossa carne

Envolve-me e toca-me nos meus seios

São como se tratasse de figos suculentos maduros

Que amam e ganham vida na alma, no corpo

A tua boca sabe a morangos com chocolate

De beijos suculentos de mim em ti, para ti

Sente o perfume do açafrão das índias

É como escrever todas as palavras de amor

Sente o meu corpo à procura do teu

Arranca do meu corpo, todo o meu desejo

Que sente na água de coco fresca

Para que sintas que o meu poema é teu

Sentes amor como te percorro o corpo num poema.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca


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