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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ALMA PERDIDA

Alma perdida dos versos que ficam

Onde as tábuas do seu caixão

Já estão de molho no rio


Que cavam fundo no corpo

Apodrecendo as palavras

De alguns lamentos


Numa cruz de pedra ou granito

Rezam ao senhor dos mortos

Pois os vivos choram lágrimas de sal


Num caminho da imortalidade

Onde o véu da morte cobre sepultura

Cemitério antigo de anjos em memórias.