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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

A MORTE


A morte cresce nas palavras

Num odor de todas as letras

Feitas em ciclos escondidas 

Onde a poesia terá sempre alma

Por entre marés de sonhos

E os rios sussurram gritos

Pela ressurreição das águas

Sombras que se escondem nas pedras

E morrem a desenhar estrelas

Sonhos nus de poetas vivos ou mortos

Remendam pesadelos escritos num passado

Presente num pano rasgado de que vive 

Reescreve de noite de nefastos sonhos